quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tenho uma folha branca 
e limpa à minha espera: 
mudo convite 
tenho uma cama branca 
e limpa à minha espera: 
mudo convite 
tenho uma vida branca 
e limpa à minha espera.


                                    ana c.


Um Inventário dedicado à mim.
Com toda a simpatia e quantos mais sorrisos couberem nos olhos.






Correios deixou amor aqui em casa, esta tarde.

Minha memória tomou um banho de água morna e eu fiquei com o gostinho de um reencontro que não é um reencontro. 

Mas é como se fosse.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

e ouvi dizer,
que 


de
va
gar


também
é
tempo
(...)
quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Leonilson
Sob o peso dos meus amores



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Já reparô?

"A sua nova namorada
Pode ser só sua
Mas ela não samba
Ai, ela não quebra
Ela não balança
Ela não judia
O amor é o hiper quântico, sim senhora
E eu devo lhe fazer falta numa dada hora"


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Não há cultura que não tenha construído labirintos. (Pois não dizem que a alma humana é um labirinto?) E desenhando esse emaranhado de entradas e saídas estaríamos dramatizando nossa desamparada situação. 


Há duas portas: a de entrada, ou vida, e a de saída, a morte. Mas entre uma e outra, que confusão danada cada um apronta. Como a gente fica perdido, batendo com a cabeça nas paredes! [...]

Vai ver que o erro da gente é querer sair do labirinto. Não adianta, o labirinto existe. Por isso muita gente sofre de labirintite física e metafísica. O jeito é aprender a andar nele. Deve haver até alguma maneira de iluminar alguns de seus recantos. Ou, como faziam os antigos, um jeito de implantar, de desenhar um jardim dentro e fora do labirinto, de tal forma que nossas dúvidas e perplexidades em forma de arabescos, de volutas e elipses, ao florescerem, tornem mais amenos os nossos descaminhos.”

Trecho da crônica Como andar no labirinto, de Affonso Romano de Santanna.